Lula é um coquetel psicanalítico. E entende de Freud: o Godoy

 

Do blog do Reinaldo Azevedo

 

De um certo Freud, o Godoy, Lula entende. Do outro, o Sigmund, ele nada sabe como analista, mas ele próprio e seu governo são, sem dúvida, casos que podem ser mais bem-compreendidos à luz da psicanálise.

 

Comecemos pelo óbvio, não? A “mãe” do PAC, Dilma Rousseff, chama Roberto Teixeira, o primeiro-compadre — figura mais constante da vida de Lula depois de Dona Marisa — de “Papai”. O próprio Babalorixá de Banânia costuma se referir aos brasileiros como se fôssemos todos seus filhos. Vocês se lembram: sempre que ele quer nos dar algum conselho ou dizer como devemos agir, toma como exemplo a forma como educou as suas crias. Huuummm… Muita gente gostaria de estar hoje no lugar de Lulinha, não é? De monitor de zebra a milionário, foi um pulo — um pulinho.

Nestas terras tropicais, as aristocracias antigas e novas desafiam Freud — o Sigmund. Que mané matar o pai, que nada! “Eles” não têm por aqui dessas frescuras. Vocês sabem: é aquele tal “complexo de Édipo”, né? O herói (depois anti-herói) matou o pai, Laio, para desposar a mãe, Jocasta. A “morte” simbólica do pai é, sendo um pouco ligeiro, o momento da passagem para a vida adulta.

O Brasil tem pororoca. O Brasil tem jabuticaba. O Brasil tem Lei de Falências interpretada como Lei do Calote. E tem um entendimento particular do Complexo de Édipo. Aqui, Édipo e Laio fundam uma sociedade, e o filho se agarra às benesses que lhe arruma o pai — o que depois deixará como herança a seus sucessores.

Esse negócio de ministra ser mãe do PAC (e chamar advogado lobista de “papai”) e de Lula nos comparar a seus filhos cria, é óbvio, uma sociedade de menores de idade, de seres moralmente inimputáveis. Na esfera econômica, a pior manifestação disso é haver uma massa de gente que vive da caridade oficial.

Isso nem Freud explica — ou, se explica, faz é um crônica de nossas misérias.

 

Estupidez
Quanto ao ataque bucéfalo que Lula faz às oposições, dizer o quê? Ele até hoje não entendeu como funciona a democracia. A principal característica deste regime não é a imposição da vontade da maioria, mas a proteção à liberdade da minoria.

O Apedeuta transforma a oposição em sabotagem.

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