Propaganda e mentira na defesa das leis anti-homofobia

Julio Severo

 

Um dos argumentos mais usados para defender a criação de leis contra a “homofobia” é a questão dos homossexuais assassinados. Ninguém é a favor de assassinatos e todos são a favor de leis para impedir assassinatos. Assim, o argumento de se proteger vítimas de assassinatos garante aceitação, de modo que a utilização da condição de vítima é essencial para se obter o apoio necessário à aprovação de leis para proteger as vítimas.

 

De acordo com a versão dos grupos homossexuais, está havendo um holocausto de homossexuais no Brasil, onde as vítimas sofrem a violência do homicídio, como se ninguém mais no Brasil sofresse violência maior e pior.

Ninguém pode negar que há homossexuais assassinados no Brasil. Assim como ninguém pode negar que muitos que não são homossexuais também são assassinados no Brasil. De fato, segundo dados do Congresso Nacional, “nos últimos 25 anos ocorreram aproximadamente 800 mil assassinatos no Brasil, o que transformou o país em uma das nações mais violentas do planeta”.1

O governo federal acredita, divulga e ensina que os homossexuais são 14 por cento da população. Então, usando a metodologia estatística estatal, dos 800 mil brasileiros que foram assassinados, 122 mil seriam homossexuais. Esse cálculo é um número grande, mas está em conformidade com a realidade violenta do Brasil, onde todos sofrem, igualmente. Os homossexuais não estariam vivendo uma realidade diferente, pois eles estão vivendo no mesmo Brasil onde milhões de homens, mulheres e crianças são vulneráveis a assassinatos dentro de uma sociedade em que as políticas de seguranças oferecem igualmente a mesma insegurança a todos.

Se os homossexuais fossem de fato mais vítimas de assassinatos do que a população em geral e se eles fossem realmente 14 por cento da população, então o número de vítimas de homicídio homossexual seria provavelmente bem mais de 150 mil.

1 – Muita propaganda em cima de poucos números

Entretanto, nos últimos 25 anos, em que 800 mil homens, mulheres e crianças foram assassinados, somente 2.511 homossexuais foram mortos.[2] Essa baixíssima estatística de assassinatos de homossexuais, durante 25 anos, foi oficialmente divulgada pelo Grupo Gay da Bahia, considerado entidade pioneira no Brasil na luta a favor do homossexualismo.

Portanto, o mais famoso grupo homossexual do Brasil revela que o número total de homossexuais mortos de 1980 a 2005 não chega, nem de longe, a 1 por cento do total de 800 mil assassinatos totais de brasileiros no mesmo período! O que mais chama a atenção não é o menos de 1 por cento de homossexuais assassinados, mas os quase 1 milhão de homens, mulheres e crianças assassinados. Esse número revela uma grave distorção e violação dos direitos humanos de todos os cidadãos comuns, abandonados à própria sorte dentro do quadro deplorável de miséria a que foi relegado o sistema de segurança pública no Brasil.[3]

Se o número de homossexuais no Brasil fosse realmente 14 por cento da população, então 122 mil homossexuais teriam sido assassinados. Mas a estatística de 14 por centro murcha diante da realidade de apenas 2.511 homossexuais assassinados. Na verdade, os 14 por cento são uma exageração dos 10 por cento repetidamente retransmitidos por meios acadêmicos que preferem copiar sem fazer sua própria pesquisa.

A estatística dos 10 por cento é originária do Relatório Kinsey, que na década de 1940 entrevistou de modo especial a população carcerária a respeito de “preferências” e “inclinações” sexuais. De acordo com a Dra. Judith Reisman, autora do livro Kinsey: Crimes and Consequences (o melhor e mais abrangente estudo das pesquisas do sexólogo), Kinsey usou metodologia fraudulenta para chegar às suas conclusões sobre a sexualidade humana. Uma dessas conclusões é que os homossexuais perfazem 10 por cento da população. Esse e outros números foram consagrados como verdades “científicas” irrefutáveis durante décadas — até se constatar a realidade: embora mesmo sendo uma sociedade relativamente erótica, os EUA hoje sabem que os homossexuais são somente 1 por cento da população.[4] Contudo, no Brasil a estatística de Kinsey foi não somente consagrada, mas também inflada para 14 por cento.

Entretanto, não é somente nos números e estatísticas que a questão homossexual é interpretada de modo estranho. Evita-se mencionar um fator importante nas agressões e assassinatos de homossexuais. Indivíduos (sejam homossexuais ou não) que escolhem a vida dos bares, casas noturnas e outros ambientes de prostituição fácil correm mais perigo, onde a violência é uma ameaça a todos: prostitutas, clientes, homossexuais, etc. Afirmando que a maioria dos homossexuais assassinados é de travestis, Oswaldo Braga, presidente do Movimento Gay de Minas, declarou: “São homossexuais que estão mais envolvidos com a criminalidade, como prostituição e tráfico de drogas, ficando mais expostos à violência”. (Tribuna de Minas, 09/03/2007, p. 3.) Ninguém é obrigado a ir a ambientes onde há agressões, espancamentos, drogas, prostituição, brigas e assassinatos. Mas de todos os que sofrem violência nesses lugares, por que os que praticam o homossexualismo estão se tornando alvo privilegiado do cuidado e atenção das leis?

Leia mais aqui.

Anúncios