Lula e o Foro de São Paulo: eleições e terrorismo

 
Entre os dias 22 e 25 deste mês, acontece no Uruguai o 14º Encontro do Foro de São Paulo. Integram a organização, entre outros, o MAS (Movimento ao Socialismo), do presidente da Bolívia, Evo Morales; o Pátria Livre, do presidente eleito do Paraguai, Fernando Lugo, e o Partido Socialista Unido da Venezuela, de Hugo Chávez. O Alianza País, de Rafael Correa, do Equador, vai mandar representantes e deve ser admitido no grupo. Não custa lembrar que Evo já deu uma tungada no Brasil, tomando a Petrobras, sob os auspícios de Chávez, e que Lugo está prestes a fazer o mesmo, obrigando os brasileiros a pagar mais por aquilo que lhes pertence de direito: energia. Será que é uma surpresa para Lula? Tudo indica que não. Como já deixaram claro o próprio Apedeuta, Celso Amorim (Relações Exteriores) e Marco Aurélio Top Top Garcia, o assessor para assuntos internacionais, o Brasil reconhece a legitimidade do pleito dos mais pobres. É claro que é conversa mole. Na prática, o lulismo usa dinheiro que não lhe pertence para fortalecer a posição dos esquerdistas do continente, seus aliados ideológicos.

Na reunião do Uruguai, as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), grupo cujas credenciais terroristas, a esta altura, não precisam ser mais apresentadas, estarão presentes. Como sabemos, Lula ainda não conseguiu, como é mesmo?, converter o grupo à democracia. Não há mais máscara possível para as Farc: dedicam-se à produção e ao tráfico de cocaína, recorrendo — quanta ousadia! — até a submarinos para fazer o produto chegar aos Estados Unidos, conforme informa a VEJA na mais recente edição (ver post de ontem). E, no entanto, o PT dividirá alegremente a mesa com bandidos que mantêm um campo de concentração na selva, onde estão mais de 700 prisioneiros.

 
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